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Supermercados estão otimistas para 2017

Pesquisa aponta que 76% dos estabelecimentos acreditam que o ano que vem será melhor que 2016
Pesquisa realizada pelo Sincovaga (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo), que representa mais de 40 mil empresas, aponta otimismo do setor para 2017. Foram ouvidos também estabelecimentos de Franca, sendo que a entidade responde desde pequenos mercadinhos e mercearias, até supermercados, hortifrútis e hipermercados.
A sondagem, cujo resultado foi divulgado ontem, aconteceu na semana passada junto a 200 empresários, da Capital e do interior, sobre as expectativas dos supermercadistas em relação a 2017 e ao Natal. A pesquisa também identificou mudanças no mix de produtos, com tendência para as marcas populares e estagnação da participação de itens importados.
Entre os dados levantados estão que 76% dos empresários acreditam que 2017 será melhor que 2016, mas em relação ao Natal, 31% acreditam que ainda deve ser fraco em vendas, ou seja, pior que o de 2015.
Os resultados indicam que, apesar de complicado, o ano de 2016 terminará melhor do que começou para o varejo de alimentos. Perguntados se a expectativa no início do ano em relação às vendas havia se concretizado ao longo de 2016, 52% afirmaram que foram piores do que esperavam, 33% disseram que o desempenho foi igual e para 14% foram melhores.
“As perspectivas já ruins para 2016 acabaram vencidas pela realidade. Os empresários vislumbravam um ano difícil, mas ele se mostrou mais complicado do que se imaginava, principalmente na primeira metade de 2016. Os estoques cresceram no varejo e somente nos dois últimos meses começaram a ser ajustados”, afirma o presidente do Sincovaga, Alvaro Furtado.
Segundo ele, por mais que os empresários antecipassem um período fraco de vendas, jamais poderiam esperar o que ocorreu no início deste ano. “A queda no emprego e na renda, com recordes no primeiro trimestre de 2016, acabou impactando o setor, que é sempre o último a entrar, mas o primeiro a sair da crise” explicou.
Segundo ele, muita gente deu um passo atrás nos hábitos de compra. “Se existe algo bom a noticiar é o fato de que o ano termina melhor do que começou, apesar de ter sido, na média, bastante ruim.”
Com relação ao fluxo de clientes neste final de ano, para 45% caiu muito ou ao menos um pouco. Apenas 20,7% dos entrevistados percebeu crescimento do fluxo de clientes no final de ano comparado ao mesmo período de 2015. A percepção geral é de queda ou estabilidade nas visitas de clientes.
– Revista Distribuição

 

 

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